quarta-feira, 21 de abril de 2010

Valorize o que Deus Colocou em Suas Mãos


Temos buscado em Deus soluções e estratégias para sermos bem sucedidos em nossa carreira cristã, familiar e profissional, especialmente em tempos turbulentos como os de hoje. Freqüentemente oramos: “Oh, Deus! Estamos em apuros, socorre-nos em nossas necessidades. Ajude-nos a avançar e a honrarmos ao Senhor em nossos compromissos. Também nos ajude a suprir todas as necessidades ao nosso redor”. Hoje pela manhã me veio à memória a pergunta do Senhor: "Que tens em mãos?". Então Ele me fez lembrar que quando Seus discípulos ficaram espantados com o que fazer com a multidão no deserto com fome, e não tinham comida, Ele não proveu algo novo, mas os levou a considerar o que Ele já havia provido e a aplicar pela fé o que tinham em mãos. Isso era um treinamento contra a tendência humana de esperar um milagre do céu sem nossa participação ou de buscar racionalmente uma solução que, humanamente, seria impossível de obter no momento. O que temos em mãos hoje? O que Deus proveu hoje? Deus estava treinando Seus servos a confiarem plenamente Nele e a andarem no campo de Sua providência divina, se de fato fossem ser Seus cooperadores em Sua obra. Ele também sabe que nossa tendência é apegarmo-nos a coisas visíveis e nas que nós mesmos geramos, no campo da lógica, no lugar de depender de Sua providência. Somos tendenciosos a não valorizar o que Ele já providenciou no momento, pois nossa ótica carnal é totalmente diferente da divina. Ele provê coisas pequenas para operar o milagre da multiplicação, mas sutilmente nós queremos as grandes, as que possamos administrar sem ser necessário Seu milagre. Na passagem da multiplicação dos pães, vemos que Jesus já sabia o que fazer. Ele estava provando Seus discípulos. Ele disse: "Dai vós mesmos de comer!". Eles foram a Jesus e Jesus mostrou que a solução dependeria de eles valorizarem o que Ele já havia provido. Jesus mandou-os suprirem a multidão. Ele estava treinando Seus discípulos a serem Seus colaboradores e, para isso, Jesus faria Sua parte, abençoando, mas eles deveriam fazer a parte deles, confiando e valorizando o que Deus já havia provido para o momento. Cinco pães e dois peixinhos nada são diante da grande necessidade, é verdade, mas isso quando estão nas mãos dos homens. Quando foram transferidos das mãos deles para as do Mestre, Ele ministrou a bênção da multiplicação e todos foram supridos. Por que somos tão infrutíferos e não saciamos as necessidades dos que estão ao nosso redor? Porque seguramos em nossas mãos o que Deus proveu e isso gera morte. Pedimos que Ele faça milagres, mas nem sempre estamos dispostos a investir nas coisas que Ele colocou em nossas mãos. Deus somente pode operar quando entregamos em Suas mãos o que Ele colocou primeiro em nossas mãos. Antes que Ele faça um novo milagre, Ele quer multiplicar em vida o que hoje é morte porque ainda ignoramos e seguramos. Com Moisés, Deus manifestou o mesmo princípio. No lugar de clamar a Deus por milagres, ele deveria tocar com o bastão que estava em suas mãos e o Mar Vermelho se abriria. Como disse Martin Luther King: "Esperar que Deus faça tudo enquanto o homem não faz nada, isso não é fé, mas superstição". Nós impedimos a bênção de Deus quando não valorizamos o que Ele já proveu. Normalmente somos levados a dois extremos: ou lutamos com nossas forças para fazer as coisas, sem dependermos Dele, ou esperamos negligentemente que Ele faça tudo, sem nos movermos. Nestes dois extremos, o inimigo sempre nos induzirá a ficarmos ofendidos por acharmos que Deus não está sendo justo em não nos socorrer; parece que Ele nos desamparou. Mas, na verdade, Ele está procurando nos treinar no caminho do companheirismo vivo e eficaz de sermos Seus colaboradores conforme Seus princípios. Por que você acha que Deus deve prover nossas necessidades? E o que temos feito com o que Ele já nos supriu? Deve ficar claro para nós que a provisão do Senhor sempre anda alinhada ao Seu soberano propósito. Deus nos ama, mas quer nos livrar da vida egoísta. Ele nos ama, mas odeia nosso pecado de querermos nos relacionar com Ele para termos benefícios próprios. Ele nos ama e deseja que O amemos ao ponto de valorizarmos somente o que de fato merece real valor, ou seja, as coisas que estão sustentadas pela verdade e que Deus, nosso provedor, nos destinou. Ele não é tirano, não quer nos manipular, mas também não é irresponsável para suprir-nos ao ponto de nos deixar deslizar pelo caminho dos tolos que amam a vaidade e cultivam falsa felicidade que conduz à perdição. O povo de Deus crucificou Jesus, o Messias, porque idealizaram um Messias que corresponderia à vida egoísta e religiosa que levavam. Quantas coisas Ele proveu como o melhor para nós e nós as crucificamos? Olhe ao seu redor. O que Deus entregou em suas mãos para colaborar com Ele? Com nosso orgulho e ambição facilmente matamos tudo que está ao nosso redor. Não matemos o que Deus nos confiou, mas coloquemo-lo confiantemente nas mãos do Mestre diariamente para que sejam transformadas em milagres e vida aos que estão ao nosso redor. Deus escolheu um Davi franzino, e sua família e seu povo o ignoraram. O povo rejeitou Moisés, os profetas, os apóstolos, o próprio Criador. À semelhança da igreja em Corinto, que rejeitou Paulo, o apóstolo que Deus proveu, queremos líderes e irmãos perfeitos e rejeitamos os que Ele nos deu, e isso mostra o quanto somos rebeldes e não buscamos sujeição a Ele nem relacionamento com os santos à maneira de Deus, mas sim anarquia e ambiente para satisfazer nosso egoísmo. A verdade é que se desejamos de fato construir uma vida cristã saudável, um relacionamento saudável, uma família saudável, um ministério frutífero, teremos de nos acertar diretamente com Deus no tocante a reconhecer e valorizar o que Ele colocou em nossas mãos, pois somente administrando adequadamente o que Ele nos confiou é que poderemos avançar para coisas maiores. "Quem é fiel no pouco também será no muito e quem é infiel no mínimo também o será no muito." Esse é um dos principais motivos por que encontramos cristãos em depressão, isolados, moribundos, divididos com outros, amargurados, porque não valorizam as pessoas que Deus colocou ao seu redor. Esse é o motivo por que também há tantos que buscam casarem-se e ainda estão solteiros, porque ambicionam alguém perfeito aos seus olhos egoístas e desprezam os que Deus proveu. Esse é um dos motivos por que fracassamos na vida profissional, no ministério, na edificação da igreja e em tantas outras coisas, porque almejamos coisas melhores, em detrimento da vontade de Deus, quando desprezamos o que Ele já proveu, as que, quase sempre, são coisas humildes, pequenas aos nossos olhos entenebrecidos. Que venhamos hoje nos render ao Senhor e procurar honrá-Lo valorizando o que Ele já nos proveu e nos arrepender por menosprezá-lo. Peçamos a Ele para nos ajudar a exercitar fé na Sua providência divina, transferindo para Suas mãos nossos cinco pães e dois peixes e buscar Sua bênção de multiplicação em tudo que está ao nosso redor. Valorizemos as pessoas que Ele nos deu, os irmãos, a casa, os bens, etc., e aí sim abriremos caminho para Ele ampliar nossas conquistas segundo Sua vontade. Nossa “ambição” deve ser cumprir os propósitos de Deus através de nossas vidas e do que Ele colocou em nossas mãos. Essa é nossa missão. Se buscarmos nosso sucesso, virá o fracasso. Se buscarmos cumprir os propósitos de Deus, seremos Seus colaboradores, e isso é sucesso e privilégio imerecido. Se andarmos em Seus caminhos, Ele nos sustentará, mesmo com lutas. O que Deus colocou em suas mãos?
Gérson Lima

A verdade sobre o DÍZIMO

Imediatamente você poderá imaginar: Dez por cento dos meus rendimentos para os cofres da igreja. Mas o cristão não é obrigado a dar o dízimo, nem por medo do “devorador” (Malaquias 3:11) ou de ser amaldiçoado, porque o dízimo é um mandamento da lei judaica, além disso, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo e Ele já nos abençoou com todas as bênçãos nas regiões celestiais (Romanos 8:1) e (Efésios 1:3). Jesus condenou a atitude dos judeus escribas e fariseus que dizimavam até o cominho e não ofertavam o seu amor ao próximo. E falou para eles Fazei isto, más não desprezais a caridade, pois Eles sendo Fariseus e Escribas tinham sim que dizimar, Jesus ainda não tinha estabelecido a nova aliança ainda, pois estava próxima para acontecer (Mateus 23:23), infelizmente, muitos “evangélicos” sendo levados pelos ventos de doutrinas que trazem essa tradição de longos anos têm repetido esta mesma atitude sendo obrigados pelos seus fundadores de suas denominações, pois estes mesmos fundadores sabem que esse dizimo do velho testamento não é para nos os Gentios e sim ainda para o povo de Israel .

Não há um só versículo no Novo Testamento, que registre a obrigatoriedade do cristão dizimar. Pela Lei, o dízimo era destinado à tribo Levítica, aos sacerdotes desta tribo. Eles recebiam e se mantinham dos dízimos, porque não tinham herança e cuidavam do Templo de Deus, a Casa do Senhor, para onde os dízimos de suas colheitas eram levados á casa do tesouro no Templo de Salomão (Números 18:21/30). O Templo foi destruído e não existem mais os sacerdotes levitas.

O Dízimo foi estabelecido para os judeus; pois eram 12 tribos e na divisão das terras só existiam 11 partes, então uma das tribos ficou sem terra (Levi) sendo assim as demais 11 tribos davam o dizimo de suas colheitas para a tribo de Levi, Pois hoje não existe mais a tribo de Levi na nova aliança de Jesus Cristo, portanto já esse dízimo do velho pacto não é para o tempo da Graça de Deus ou seja: para a igreja de Jesus Cristo. (Hebreus 7:5). Na Lei, o DÍZIMO era a causa principal da bênção do povo judeu e a bênção era consequência deste DÍZIMO (Malaquias 3:10). A maneira certa do povo judeu contribuir na LEI era dando o Dízimo para ser abençoado. Pois naquela época o povo Judeu era sim amaldiçoado se não dizimasse as suas colheitas. E agora na nova aliança de Jesus Cristo conquistado com o seu poderoso sangue na Cruz “Nenhuma condenação á para aqueles que estiverem em Cristo Jesus” Romanos 8 e também em Gálatas cap.3:13 “maldito aquele que for pendurado no madeiro”, Jesus já se fez maldição por nós na Cruz.

Agora estamos no tempo da GRAÇA, o Sacrifício de Cristo é a causa principal da bênção do povo cristão.

Paulo, em (Efésios 1:3) nos afirma que Deus nos abençoou “EM CRISTO”, não “EM DÍZIMO”, por este motivo, a maneira correta do povo cristão contribuir em GRAÇA é no uso de (II Coríntios 9:7), porque abençoados já somos.

A VERDADE SOBRE O DÍZIMO TEXTO II

O que é dízimo? Imediatamente você poderá imaginar: Dez por cento dos meus rendimentos para os cofres da igreja. Mas, será que o Senhor Deus ainda exige que praticamos alguma ordenança da lei do Antigo Testamento (da qual foi instituído o dízimo), mesmo depois que o seu amado filho Jesus, se entregou a si mesmo em sacrifício vivo e pela aspersão do seu sangue na cruz nos remiu dos pecados. Vamos meditar na palavra, e conhecer a verdade que envolve esse MITO chamado “ dízimo”, que está sendo levado aos fieis de maneira distorcida, por muitos pregadores.

Porem, antes de iniciarmos o nosso estudo, vamos à consulta aos dicionários da língua portuguesa:

Dízimo : A décima parte.

Dízima : Contribuição ou imposto equivalente a décima parte dos rendimentos.

Como podemos observar, dízimo é a décima parte (de qualquer coisa) menos dos seus rendimentos. Porque a fração equivalente a dez por cento dos rendimentos chama-se Dízima. Mas, os pregadores pedem o dízimo , a confusão já começa por aí, não sabem o que querem e nem o significado do dízimo, porque na lei de Moisés, a qual foi por Cristo abolida (Hebreus 7.12,18, 19), o dízimo nunca foi dinheiro para os cofres das igrejas. Os dízimos aos levitas era exatamente dez por cento das colheitas dos grãos, dos frutos das árvores e dos animais que nasciam em um determinado período. Alimento destinado a suprir as necessidades dos levitas que não tinham parte nem herança na terra prometida. Vejamos:

Deuteronômio 14.24 a 27 – E quando o lugar que escolher o Senhor teu Deus para fazer habitar o seu nome, for tão longe que não os possa levar, vende-os e ata o dinheiro na tua mão, e vai ao lugar que escolher o Senhor teu Deus e compre tudo o que a tua alma desejar, e come ali perante o Senhor teu Deus, e alegre tu e tua casa. Porem, não desamparará ao levita que está dentro das tuas portas e não tem parte e nem herança contigo.

Considere a profundidade do texto bíblico onde o Senhor evidencia que, se o lugar que escolheu o Senhor teu Deus, para levar o seu dízimo , for tão longe que não os possa levar, “ Ele” instrui, que o seu dízimo deveria ser vendido, e o dinheiro atado na tua mão, ( não é na mão de nenhuma outra pessoa), ir ao lugar que escolheu o Senhor, e comprar o que a tua alma desejar, para ali fazer habitar o nome do Senhor Deus.

Portando amados, se o “dízimo” fosse dinheiro, o Senhor não iria mandar vender o que já era espécie .

A palavra não deixa dúvida quanto ao dízimo da lei de Moisés, o qual nunca foi oferecido da forma que está sendo feito, porque o dízimo era consagrado ao Senhor. É profundamente lamentável o que está acontecendo, hoje o dízimo virou uma brincadeira, uma verdadeira farra nas igrejas, porque o dízimo não era dinheiro, mas sim, dez por cento da produtividade, para suprir as necessidades dos levitas, mas hoje não existe mais a personalidade representativa do levita entre nós.

Então alguém poderá apontar para Malaquias 3.10 para justificar que fora ordenado ao dízimo, ser levado para casa do tesouro. Isso não muda nada, a finalidade do dízimo continua sendo a mesma, ou seja, para produzir o sustento para os levitas.

Se meditarmos nos livros de II Crônicas 31.5 a 12 e Neemias 12.44 a 47 vamos entender melhor o porquê Malaquias mandou levar os dízimos a casa do tesouro. A palavra diz: Para que haja mantimento na minha casa. E o que é mantimento?

Mantimento : Aquilo que mantém, provisão, sustento, comida, dispêndio, gênero alimentício, etc.

Ainda em II Crônicas 31.13 a 19, a lei mencionava que o quinhão dos dízimos eram partilhados às comunidades dos levitas que trabalhavam nas tendas das congregações, segundo o ministério que cada um recebera do Senhor. Hoje o dízimo está sendo totalmente distorcido da forma original para o qual o Senhor Deus o determinou. Está sendo direcionado para o líder da igreja ou à cúpula de uma organização religiosa, onde ninguém mais sabe a que fim se destina esse montante. Enfim, o dízimo não fora criado para assalariar dirigentes das igrejas ou para prover as despesas pessoais desses, nem tão pouco destinado a realizar obras missionárias ou mesmo para construir templos.

É inegável, ainda que o dízimo não tivesse sido abolido, hoje o homem estaria desvirtuando a finalidade para a qual lei o instituiu.

No Antigo Testamento, o rigor da ordenança do dízimo era a garantia do mantimento com abundância. Pagava-se o dízimo, para receber recompensa das coisas materiais, mas Cristo em sacrifício vivo, pagou o mais alto preço, pagou o preço de sangue para que recebamos a paz, a graça e a oferta da vida eterna.

No Evangelho de Cristo, “ Ele” nos ensina que não precisamos mais pagar dízimo para garantir as necessidades cotidiana de coisas materiais (alimento, vestimenta, etc.), a prioridade hoje é buscar primeiramente o Reino de Deus e sua justiça e as demais coisas nos serão acrescentadas ( Mateus 6.25 a 33). E para receber a graça e as bênçãos do Senhor não precisamos pagar mais nada ( Mateus 10.7 a 10). É “ Ele”, quem nos dá a vida, a respiração, e todas as coisas ( Atos 17.25). Esta verdade sempre foi omissa pelos pregadores.

OS DÍZIMOS ANTES DA LEI

O DÍZIMO DE ABRAÃO - Gênesis 14.18-20 – Abraão deu o dízimo dos despojos da guerra ao Rei Melquisedeque, sacerdote do Deus altíssimo, e foi por ele abençoado.

O DÍZIMO DE JACÓ - Gênesis 28.20-22 – Jacó fez um voto ao Senhor, prometendo-lhe dar o dízimo de tudo quanto ganhasse, se em sua jornada fosse por “Ele” protegido e abençoado.

Em ambos os acontecimentos, não há registro na palavra do Senhor que tenha havido ordenanças ou determinação para que se dessem os dízimos. Especificamente nesses casos, deu-se por uma iniciativa voluntária, espontânea, ou por voto, como forma de reconhecimento, agradecimento, honra e glória ao Senhor Deus, pelas bênçãos recebidas e pelas vitórias conquistadas. Assim sendo, hoje não se pode tomar como exemplo os dízimos de Abraão e Jacó, como fundamento para implantá-lo como regra geral de doutrina nas igrejas, com o propósito de receber bênçãos e salvação, como muitos pregadores fazem, coagindo e chantageando os fieis em nome do sacrifício do Senhor Jesus.

O DÍZIMO PELA LEI - Números 18.21, 24, 26 – O pagamento do dízimo teve ordenança, fazendo parte do contexto da lei do Antigo Testamento, e tinha caráter de caridade, pois a sua principal finalidade era suprir as necessidades dos Levitas que não tinham parte nem herança na terra prometida, e também dos estrangeiros, órfãos e viúvas.

Deuteronômio 14.29 - Então virá o levita (pois nem parte nem herança tem contigo), e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva que estão dentro das tuas portas, e comerão, e fartar-se-ão; para que o Senhor teu Deus te abençoe em toda a obra das tuas mãos que fizeres.

Está na palavra, o Dízimo foi criado por Deus, com a finalidade exclusiva de fazer caridade aos necessitados, hoje é empregado com outros fins, diverso daquele que o Senhor mandou.

Mas, ainda que os dirigentes das igrejas revertessem toda a renda dos dízimos e ofertas em obras sociais, ainda não estavam em conformidade com a palavra do Senhor, pois alem do dízimo ter sido abolido ( Hebreus 7.5-12), a caridade ou amor ao próximo , é algo muito profundo, é individual e intransferível, é entre você e Deus ( Mateus 6.1 a 4).

Outro detalhe interessante que precisamos conhecer, quando o dízimo foi instituído pela lei ( Números 18.20 a 24), com a finalidade de manter os filhos de Levi que administrariam o ministério na tenda da congregação, o quais não receberam parte nem herança na terra prometida, ( Números 18.24”b”), disse o Senhor que os filhos de Levi não teriam nenhuma herança no meio dos filhos de Israel .

As demais tribos de Israel dizimavam aos Levitas o necessário para a manutenção cotidiana, porque não possuíam propriedades na terra. Hoje, a situação está inversa, os trabalhadores, a maioria deles assalariados, ofertam o dízimo para os que vivem sem trabalhar e em abundância de bens, para manter a mordomia desses, sob pretexto de ministrar a obra de Deus.

O DÍZIMO NO EVANGELHO DE CRISTO - Marcos 16. 15 e 16 , disse Jesus: Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura. Quem crer e for batizado, será salvo, mas quem não crer será condenado.

O Senhor Jesus mandou pregar o Evangelho, para que crendo, recebamos a salvação ( I Coríntios 15.1, 2). Foi para isso que “ Ele” deu a sua vida. E onde está a ordenança para o dízimo , senão no Antigo Testamento? Porque então o homem insiste em pregar e manter as ordenanças da lei, as quais foram por Cristo abolidas? Pregar a velha aliança, é mutilar o Evangelho de Cristo, e sobrecarregar as ovelhas de pesados fardos, escravizando os que buscam a liberdade, verdadeiros condutores cegos, porque o Senhor assim os declara ( Mateus 15.14).

No Evangelho de Cristo “ Ele” nos ensina fazer caridade, nos ensina a orar, a jejuar ( Mateus 6.1 a 18), e uma infinidade de outros ensinamentos, porém nas duas únicas vezes que “ Ele” referiu-se aos dízimos , foi com censura. Vejamos da lei de Moisés.

Hebreus 7.11 – “De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio Levítico, ( porque sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade se havia logo de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque (referindo-se a Jesus Cristo) e não fosse chamado segundo a ordem de Arão”? (referindo-se a Moisés, o qual introduziu a lei ao povo).

Hebreus 7.12 – “Porque mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança na lei”.

Meditando no texto acima, especificamente nestes versículos, onde a palavra do Senhor diz: “Que os sacerdotes Levíticos recebiam os dízimos segundo a lei” (Hebreus 7.5), “Porque através deles (sacerdotes Levíticos) o povo recebeu a lei” (Hebreus 7.11) e mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também, mudança na lei (Hebreus 7.12), a palavra não deixa qualquer sombra de dúvida, que não só o dízimo, mas toda a lei de Moisés foi por Cristo abolida. Mudou o Sacerdócio, necessariamente, mudou também a lei.

AQUI TOMAM DÍZIMOS HOMENS QUE MORREM - A nossa maior preocupação em relação aos pregadores que tomam o dízimo do povo, vem incidir sobre o versículo 8 deste Capítulo, observem o porquê:

Hebreus 7.8 - E aqui certamente tomam dízimos homens que morrem; ali, porém, aquele de quem se testifica que vive.

Toda cautela no que diz a palavra: Aqui tomam dízimos homens que morrem, ali aquele que se testifica que vive (alusão ao Rei Melquisedeque).

No Evangelho de Mateus 22.32, disse Jesus que Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos. O Senhor Jesus Cristo disse que Deus, é Deus dos vivos e não é Deus dos mortos, e a palavra diz que aqui tomam dízimos homens que morrem, no que está legitimado no Evangelho de João 11.26, onde disse Jesus: “ Todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá”. Essa afirmativa do Senhor é mais uma evidência que nos faz entender, que os que tomam o dízimo não crêem em Jesus, porque a palavra está dizendo que morrerão os que assim procedem, tomando o dízimo do povo voltam a viver as ordenanças da lei de Moisés que fora por Cristo abolida.

Diante da Palavra de Deus, até onde recebemos entendimento, dar e receber dízimo é obra morta, ou seja, obra da justiça da Lei do Velho Testamento.

Crer e viver por essa prática é estar sem a graça de Deus, pois assim explica a Bíblia. Estar sem a graça de Deus, é estar morto .

Certamente que, sem Cristo e, cumprindo e se justificando pela lei, qualquer homem ainda não tem a vida eterna, tanto o que dá e, também, o que recebe o dízimo

CONSIDERAÇÕES FINAIS - No Evangelho de Cristo não há ordenança para se tomar o dízimo, ou para se cumprir qualquer outro rito da lei. Jesus nos deu um Novo Mandamento, mandou pregar o seu Evangelho, ordenou amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, isto é, com caridade, e não estipulou percentual ou limite para isso. Em Mateus 10.42 o Senhor mandou dar pelo menos um copo de água fria; para o mancebo rico Ele mandou vender tudo e dar aos pobres ( Mateus 19.21); e quando Zaqueu lhe disse que daria ate a metade

de seus bens aos pobres, “ Ele” não confirmou a necessidade desse procedimento ( Lucas 19.8, 9). Disse apenas: “ Zaqueu, hoje veio salvação a esta casa.

Muitos saem em defesa do dízimo dizendo: “ Mas o Dízimo é bíblico ” (Número 18.21 a 26) . Certamente, como também é bíblico: a circuncisão ( Gênesis 17.23 a 27), o sacrifício de animais em holocausto ( Levíticos Capítulos do 1 até 6.8 a 13), a santificação do sábado ( Levíticos 23.3), o apedrejar adúlteros ( Levíticos 20.10 e Deuteronômio 22.22), etc. Tudo por ordem da lei de Deus que Moisés introduziu ao povo .Então porque hoje, não cumprem a lei na íntegra, ao invés de optarem exclusivamente pelo dízimo? Querem o dízimo porque é a garantia de renda líquida e certa todos os meses nos cofres das igrejas.O que também é bíblico, e o homem ainda não se conscientizou, é a grande divisão existente no tempo separando a Velha Aliança do Novo Mandamento do Senhor Jesus; o qual testifica a doutrina para salvação ( I Coríntios 15.1, 2). Porém, hoje qualquer esforço para voltar a lei de Moisés que Cristo desfez na cruz, é anular o sacrifício do cordeiro de Deus e reconstruir o muro por “Ele” derrubado ( Efésios 2.13 a 15).Apocalipse 5.9 - “...Porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de todas as tribos, e línguas, e povos, e nações”.Portanto irmãos, o preço pela nossa salvação, o Senhor Jesus Cristo já pagou dando o seu sangue inocente na Cruz. O Senhor ainda alerta: “Fostes comprados por bom preço, não vos façais servos de homens” ( I Coríntios 7.23).O dízimo hoje é remanescente por razões óbvias. Primeiramente, pela contribuição dos que arcam com esta pesada carga tributária, na maioria das vezes pela ausência de entendimento espiritual da palavra de Deus, não diferenciando a lei de Moisés feita de ordenanças simbólicas e rituais, com a Graça do Senhor Jesus Cristo, o qual veio justamente para nos libertar do jugo da Lei. Outra presunção é por parte dos que se beneficiam pelos dízimos, esses incorrem no erro ou por não terem competência e discernimento espiritual para entender que Cristo desfez a lei Mosaica na cruz, ou mesmo consciente da abolição dessa prática, assumem o risco dolosamente pela desobediência à palavra do Senhor.Porem, seja por uma ou por outra razão, o homem querendo ou não, aceitando ou não, o dízimo , como toda a lei cerimonial do Antigo Testamento, Cristo aboliu, com o seu próprio sangue na cruz do Calvário: (Lucas 16.16, Romanos 10.4, Efésios 2.15, II Coríntios 3.14, Hebreus 7.12,18, 19).

Gálatas 5.14 - Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amaras ao teu próximo com a ti mesmo.