sexta-feira, 30 de abril de 2010

.EZEQUIAS – A RESTAURAÇÃO DO MINISTÉRIO E DO SERVIÇO AO SENHOR

2 Rs 18 – 20.21; 2 Cr 29 – 32.33
INTRODUÇÃO
Vamos avançar em nosso estudo sobre os reis de Judá. Hoje iremos estudar sobre Ezequias, que foi o décimo segundo rei de Judá. Ezequias foi um rei piedoso, que promoveu uma reforma espiritual em Judá. Ele fez aquilo que nenhum outro descendente de Davi havia feito. Suas reformas estavam relacionadas com o serviço ao SENHOR e o ministério da casa do SENHOR.
Quando estudamos a vida de Ezequias, podemos dividi-la em quatro etapas:
1ª – Suas reformas - 2 Cr 29 – 31.20;
2ª – Sua vitória sobre a Assíria – 2 Cr 32.1-23;
3ª – Sua doença - 2 Rs 20.1-11; 2 Cr 32.24-26;
4ª – Sua insensatez diante dos emissários da Babilônia - 2 Rs 20.12-19.

O que está evidente na história de Ezequias é que a Bíblia não esconde de nós as suas falhas, e como o ESPÍRITO SANTO usa esses erros para nos disciplinar, pois podemos perceber o que reside dentro de nós, mesmo quando buscamos ser íntegros diante do SENHOR.
Como precisamos ser cuidadosos mesmo quando temos em nosso coração o desejo de corresponder fielmente a toda vontade de DEUS!
MINISTROS E MINISTÉRIOS
Nos versículos 4, 5, 16 e 17 de 2 Crônicas 29 vemos algo a respeito da restauração do ministério ao SENHOR:
v.4: “Trouxe os sacerdotes e os levitas, ajuntou-os na praça oriental”
v.5: “e lhes disse: Ouvi-me, ó levitas! Santificai-vos, agora, e santificai a Casa do SENHOR, DEUS de vossos pais; tirai do santuário a imundícia”.
v.16: “Os sacerdotes entraram na Casa do SENHOR, para a purificar, e tiraram para fora, ao pátio da Casa do SENHOR, toda imundícia que acharam no templo do SENHOR; e os levitas a tomaram, para a levarem fora, ao ribeiro de Cedrom”.
v.17: “Começaram, pois, a santificar no primeiro dia do primeiro mês; ao oitavo dia do mês, vieram ao pórtico do SENHOR e santificaram a Casa do SENHOR em oito dias; no décimo sexto dia do mês, acabaram”.
Meditando nestes textos podemos ver que essa restauração começa com os sacerdotes e levitas. Os levitas falam do serviço ao SENHOR; Os sacerdotes falam do ministério ao SENHOR.
Levitas e sacerdotes nos falam de ministros e ministérios. Precisamos atentar para dois textos:
v.5: “e lhes disse: Ouvi-me, ó levitas! Santificai-vos, agora, e santificai a Casa do SENHOR, DEUS de vossos pais; tirai do santuário a imundícia”.
v.16: “Os sacerdotes entraram na Casa do SENHOR, para a purificar, e tiraram para fora, ao pátio da Casa do SENHOR, toda imundícia que acharam no templo do SENHOR; e os levitas a tomaram, para a levarem fora, ao ribeiro de Cedrom”.
Nestes textos podemos ver claramente alguns pontos importantes que descrevem para nós o que na prática tem sido o cristianismo neste tempo em que vivemos. Quero que você note alguns pontos:
1º. Olhe o termo imundícia registrado nestes dois versículos. O escritor usou dois termos diferentes para esta palavra: o primeiro, no versículo 5, é niddah, que fala de “impureza cerimonial”; o segundo termo no versículo 16 é tum’ah que fala de uma “massa imunda”. Isso está espiritualmente relacionado com tudo aquilo que tem sido praticado pelo povo de DEUS e que não corresponde ao caráter de DEUS. Nossa forma de culto, nossa liturgia, ministérios profissionais, todas essas coisas ferem o caráter santo de DEUS pela forma como elas estão sendo conduzidas no serviço e no ministério ao SENHOR. A ordem aqui é que todo lixo que resida na casa de DEUS, que é a Sua Igreja, o Corpo de CRISTO, deve ser retirado.
2º.A consonância entre os levitas e sacerdotes: O versículo 16 nos diz que “Os sacerdotes entraram na Casa do SENHOR, para a purificar, e tiraram para fora, ao pátio da Casa do SENHOR, toda imundícia que acharam no templo do SENHOR; e os levitas a tomaram, para a levarem fora, ao ribeiro de Cedrom”. O trabalho dos sacerdotes era purificar, isto é, limpar toda a sujeira, e os levitas tomaram essa sujeira e a lançaram fora, no ribeiro de Cedrom. Este texto nos ensina a importância que cada ministério e serviço tem diante de DEUS, para que haja frutificação que venha glorificar a DEUS. Em 1 Coríntios 3 e os versículos 6 a 9, Paulo diz assim: “Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de DEUS. De modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas DEUS, que dá o crescimento. Ora, o que planta e o que rega são um; e cada um receberá o seu galardão, segundo o seu próprio trabalho. Porque de DEUS somos cooperadores; lavoura de DEUS, edifício de DEUS sois vós”. O apóstolo Paulo usava um termo para designar aqueles que trabalhavam lado a lado com ele no serviço, no ministério e na obra de DEUS – “cooperador”:
Rm 16.9: “Saudai a Urbano, que é nosso cooperador em CRISTO”.
Rm 16.21: “Saúda-vos Timóteo, meu cooperador”.
2 Co 8.23: “Quanto a Tito, é meu companheiro e cooperador convosco”.
Fp 2.25: “Julguei, todavia, necessário mandar até vós Epafrodito, por um lado, meu irmão, cooperador e companheiro de lutas; e, por outro, vosso mensageiro e vosso auxiliar nas minhas necessidades”.
Fp 4.3: “A ti, fiel companheiro de jugo, também peço que as auxilies, pois juntas se esforçaram comigo no evangelho, também com Clemente e com os demais cooperadores meus, cujos nomes se encontram no Livro da Vida”.
Fl 1.1: “... amado Filemom, também nosso colaborador”.
Fl 1.24: “Marcos, Aristarco, Demas e Lucas, meus cooperadores”.

Como esse exemplo de Paulo deve ser algo prático em nosso serviço e ministério ao SENHOR! O mundo ensina a competitividade, mas no serviço e no ministério ao SENHOR não deve haver esse comportamento, pois tem sido nessa brecha que o inimigo tem penetrado para gerar ciúmes e todo tipo de contenda, ferindo os princípios da Palavra de DEUS, que nos ensinam quanto ao serviço e o ministério cristão.
Veja como Paulo deixa transparecer seu carinho e amor por aqueles que trabalhavam juntamente com ele:
  2 Co 8.23: “Tito, é meu companheiro”;
  Fp 2.25: “Julguei, todavia, necessário mandar até vós Epafrodito, por um lado, meu irmão, cooperador e companheiro de lutas”. Ainda no capítulo 4 e o versículo 3 Paulo diz: “A ti, fiel companheiro de jugo”. O termo que Paulo usa aqui para “companheiros de jugo” é suzeugnumi, que retrata para nós dois bois trabalhando juntos presos por um jugo.
  Fl 1.1: “... amado Filemom, também nosso cooperador”.
  Que consideração havia no coração desse apóstolo! Como ele valorizou cada um daqueles que trabalhou ao seu lado! Podemos ver em todos esses textos, as chaves do caminho de DEUS na vida de Paulo; como o SENHOR pôde avançar em sua vida, e usá-lo de maneira extraordinária.
O QUE SIGNIFICAM MINISTROS E MINISTÉRIOS NO SENTIDO PRÁTICO?
  Ministério fala de algo que vem de DEUS e ministros fala de algo vai para DEUS. Ministério é DEUS ministrando, e ministros, nos falam de DEUS ministrado. Todos os que servem à Igreja, servem em primeiro lugar e antes de tudo, a DEUS. Servir à Igreja ou ministrar ao povo é diferente de ministrar a DEUS, e servir ao povo sem servir a DEUS é o caminho do fracasso; é servir a si mesmo. Uma das características que vemos na Bíblia para o ministério ao SENHOR é o sacerdócio. Esse assunto é igual tanto no Antigo como no Novo Testamento.
  Lembre-se que a intenção perfeita de DEUS era que Seu povo fosse um reino de sacerdotes. O primeiro grande exemplo que temos é o de Melquisedeque em Gênesis capítulo 14 e os versículos 19 a 20; depois em Êxodo 19.5 e 6, onde o SENHOR diz: “Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha; vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel”. O apóstolo Pedro diz em sua Primeira epístola no capítulo 2 e o versículo 9: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de DEUS”. Devemos ser um reino de sacerdotes, reis e sacerdotes para DEUS. Embora este seja o plano original de DEUS, Israel falhou com respeito a ele.
Quando Moisés desceu do Monte com os Dez Mandamentos, os israelitas já estavam adorando o bezerro de ouro. Então Deus disse: “Cada um cinja a espada sobre o lado, passai e tornai a passar pelo arraial de porta em porta, e mate cada um a seu irmão, cada um, a seu amigo, e cada um, a seu vizinho” - (Êx 32.27). Entretanto, apenas os levitas obedeceram; e daquela ocasião em diante o ministério sacerdotal foi concedido a eles. No caso dos filhos de Coré, em Números capítulo 16, o que estava em questionamento era quem era santo e quem podia servir a DEUS. Eles reivindicaram que todos eram santos e todos podiam igualmente servir a DEUS. Mas o SENHOR os julgou. A terra se abriu e engoliu todos os homens que pertenciam a Coré, junto com todos os seus bens, e fogo saiu de diante do SENHOR e devorou os duzentos e cinqüenta homens que haviam oferecido incenso.
Disso podemos extrair algumas lições espirituais:
1ª lição - Existe vida para aqueles que são designados por DEUS para servi-Lo, mas para aqueles que não são chamados e, ainda assim, se apresentam e tentam servi-Lo por sua própria iniciativa, simplesmente porque assim desejam fazer, para eles há apenas destruição. Isso não é algo sem importância, é uma questão de vida ou morte.
2ª Lição - Todos os filhos de DEUS são sacerdotes, mas não podem executar este ofício sem qualificações especiais. Não podemos exercitar nossa função designada como sacerdotes de acordo com o que naturalmente somos. Espiritualmente falando, apenas Moisés, Arão e os levitas podiam executar esse ofício. Vemos esse princípio no caso de Coré, Datã e Abirão: quando os duzentos e cinqüenta príncipes da congregação ofereceram fogo falso nos incensários, eles foram consumidos.
3ª Lição – No capítulo 17 de Números, vemos a vara de Arão e as varas representativas das outras tribos sendo colocadas diante do da tenda da congregação, perante o testemunho. No dia seguinte, apenas a vara de Arão floresceu. Isso nos fala tipologicamente de ressurreição, a vida que sai da morte. Somente os que passaram pela morte e entraram na vida de ressurreição podem ministrar ao SENHOR. Eles precisam conhecer a morte da cruz. Espiritualmente temos que entender que a ressurreição significa que a pessoa passou pela morte e recebeu nova vida; ressurreição é vida entrando na morte e emergindo em nova vida.
4ª Lição - Todo ministério que perdeu sua ênfase sacerdotal acima de todas as coisas já fracassou. Se alguém não foi à presença de DEUS em primeiro lugar, ele não pode ministrar DEUS com qualquer mensagem ou serviço de valor. Se não ficamos na presença de DEUS como sacerdotes, toda a nossa obra, testemunho, movimentação e esgotamento serão apenas um ministério ao homem e não ao SENHOR.
  O ministério significa que DEUS fará algo através dos homens, e ministros fala dos homens ministrando algo para DEUS. É significativo que quando as portas estão fechadas na Casa de DEUS, há uma verdadeira confusão no sentido prático do ministério e dos ministros.
  No versículo 17 diz que os sacerdotes “santificaram a casa do SENHOR em oito dias”. Precisamos penetrar na verdade deste texto para nossa experiência cristã: O número oito - é mencionado 80 vezes na Bíblia. Sua raiz no hebraico dá a idéia de superabundar. 8 = 7+1, que fala de algo mais que perfeito. Os milagres de Elias foram oito e os de Eliseu foram dezesseis. O primogênito deveria ser dado ao SENHOR no oitavo dia (Ex 22.29,30).
  Todas essas ilustrações nos levam a considerar algo impressionante que DEUS deseja nos falar. O “oitavo dia” também nos fala da ressurreição. CRISTO ressuscitou no oitavo dia. O ministério que estará restaurando a Casa de DEUS será no poder da ressurreição de CRISTO - (Jo 20.19-22; Ef 1.19-20).

ACAZ - CORAÇÃO PERVERSO
731 a.C. - 715 a.C.
•2 Rs 16.1-20; 2 Cr 28.1-27 
Segundo a Palavra de DEUS Acaz, foi o décimo segundo rei de Judá, e reinou 4 anos junto com Jotão, seu pai, e depois, sozinho, mais 16 anos (736-716 a.C.). Foi um dos piores reis de Judá. No tempo do governo de Acaz em Judá, a Assíria era o império dominante. Foi esse império que DEUS usou para disciplinar o reino do Norte (Israel) no ano 722 a.C.
Em 2 Rs 16.7,8 podemos perceber nitidamente o quanto ele estava comprometido com Tiglate-Pileser, rei da Assíria quando diz "Eu sou teu servo e teu filho". Percebe-se a falta de senso desse rei, que preferiu ser conhecido como filho de um ímpio. Ao que nos parece, Acaz se sentia à vontade nos templos pagãos da Assíria; todo aquele poder o impressionava e contagiava o seu coração. Ele foi seduzido por uma religião libertina em que a prosperidade e o senso de vitória predominavam. Durante todo seu reinado, não se vê um coração que se humilha diante de DEUS. Acaz não sentia em seu coração o peso dos seus pecados diante de DEUS. Ele sacrificou os próprios filhos em ritual satânico - (2 Cr 28.3).
Acaz é para nós uma figura da degradação espiritual mais elevada que podemos encontrar em um descendente de Abraão. Nesse tempo o reino de Judá foi marcado por grandes perdas. A Síria derrotou Judá e levou uma grande quantidade de presos - (2 Cr 28.5); o reino de Israel também obteve grande vitória contra Judá. Num só dia, Peca, filho de Remalias, matou em Judá cento e vinte mil homens poderosos. A Bíblia diz que isso aconteceu "por terem abandonado o SENHOR, DEUS de seus pais" - (2 Cr 28.6). Nessa batalha Israel levou cativo duzentos mil homens e mulheres, e grandes despojos. A Bíblia diz que ainda os Edomitas e os Filisteus pelejaram contra Judá e venceram levando ainda mais cativos. O mais impressionante, é que em nenhum momento se vê Acaz arrependido. Ele não busca a DEUS. No versículo 16 do capítulo 28 de 2 Crônicas diz que ele busca ajuda do rei da Assíria, mas que este não o ajudou, embora tendo Acaz dado a ele os tesouros da Casa do SENHOR.
Quanto mais a angústia aumentava, mais ele se afundava em sua idolatria. Ele passou a buscar e adorar os deuses da Síria, porque dizia ele: "Visto que os deuses dos reis da Síria os ajudam, eu lhes oferecerei sacrifícios para que me ajudem a mim". Lamentabilismo engano, esses deuses não o puderam livrar.
Acaz em sua perversidade sem medida toma os utensílios sagrados da Casa do SENHOR e os faz em pedaços, e ainda, fecha as portas da Casa do SENHOR - (2 Cr 28.24). Morreu aos trinta e seis anos, ainda bem jovem. Não foi sepultado nos sepulcros dos reis de Judá, pois foi considerado um rei indigno. 








CORAÇÃO PERVERSO 

A Bíblia diz em Hebreus 3.10 e 12: "Por isso, me indignei contra essa geração e disse: Estes sempre erram no coração; eles também não conheceram os meus caminhos. Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do DEUS vivo". Quero analisar algumas frases deste texto para que espiritualmente venhamos entender o coração de Acaz, e ver o quanto podemos nos tornar vítimas do nosso próprio coração.
Em Hebreus 3.10 o autor dessa epístola diz: "esses sempre erram no coração" - No grego o vocábulo "erram" é planao, que significa: "engano", "desviar", "conduzir longe da verdade". Nenhum coração é mais perverso que um coração de incredulidade. Nada ofende tanto a DEUS quanto nossa incredulidade. Todo pecado viola a lei justa de DEUS, mas alguns pecados insultam o próprio DEUS, como é o caso do pecado da incredulidade.
"Tende cuidado..." - No grego esta palavra (expressão) é blepo, que significa: "saber por experiência", "considerar".
"Perverso coração" - A palavra "perverso" no grego é poneros, descreve uma condição geral.
O vocábulo "coração" é comum no Antigo e no Novo Testamento, referindo-se ao homem interior. Freqüentemente está relacionado a parte emocional e intelectual do homem. Na Septuaginta (tradução do original hebraico do A.T., para o grego, completada cerca de duzentos anos antes de CRISTO), esse termo é usado cerca de mil vezes; e no N.T., é usado por cerca de cento e sessenta vezes.
A expressão "perverso coração" é encontrada no Antigo Testamento em Jeremias 16.12; 18.12. Quando o coração é endurecido vemos a ordem de desvio gradual: pecado, mente iludida, coração endurecido, incredulidade e apostasia.








PECADO DELIBERADO 

Ainda na epístola aos Hebreus vamos ler o capítulo 10 e os versículos 26 a 29: 
v.26: "Porque, se vivermos deliberadamente em pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados";
v.27: "pelo contrário, certa expectação horrível de juízo e fogo vingador prestes a consumir os adversários".
v.28: " Sem misericórdia morre pelo depoimento de duas ou três testemunhas quem tiver rejeitado a lei de Moisés".
v.29: "De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o ESPÍRITO da graça?". 
O que é o pecado deliberado? No grego a expressão "deliberado" é hekousios que significa: "voluntário", "de boa vontade", "espontâneo". Quando estudamos a vida de Acaz o que vemos é justamente isso. Um homem que mesmo tendo uma herança espiritual divina, preferiu seguir seu próprio caminho.
Se você estuda a epístola aos Hebreus, perceberá que esse pecado está dentro do contexto de todo ensino que foi ministrado desde os versículos 19 a 25:
v.19: "Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de JESUS".
v.20: "pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne",
v.21: "e tendo grande sacerdote sobre a casa de DEUS",
v.22: "aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura".
v.23: "Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel".
v.24: "Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras".
v.25: "Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima". 
Quero que você preste atenção no versículo 26: "Porque, se vivermos deliberadamente em pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade...". Essa frase "pleno conhecimento da verdade" indica o que acabamos de ler nos versículos 19 a 25:
  1º. A verdade do sangue de CRISTO que nos abriu o caminho para o Santo dos Santos;
  2º.O termo "tendes" revela a certeza quanto à pessoa do nosso Sumo Sacerdote. Esse Sumo Sacerdote é o Filho de DEUS, nosso SENHOR JESUS.
  3º.Por causa da obra do nosso Sumo Sacerdote, podemos nos aproximar com total certeza e fé, porque nosso coração já foi purificado tanto pelo sangue como pelo trabalho da Palavra - (v.22).
  3º.O termo "guardemos firme a confissão" no original significa: "tomar posse daquilo que já foi declarado". Os versículos 19 e 20 nos mostram a obra, e o versículo 21 nos mostra a pessoa do Filho. Portanto, o versículo 23 nos exorta a tomar posse da obra e da pessoa do Filho. Aquele que fez a promessa é "fiel"; isto é, o Filho, nosso Sumo sacerdote é Fiel - (Hb 2.17). 
Depois de recebermos o pleno conhecimento da verdade, experimentarmos a CRISTO como nosso Sumo Sacerdote, que está a destra do Pai ministrando o Pai para dentro de nós. Depois de vermos que o caminho até o trono da graça está aberto pelo sangue de CRISTO. Depois de nos tornarmos participantes da Superioridade do sacrifício de CRISTO, e de todas as bênçãos eternas que temos em CRISTO, se viermos retroceder estaremos ferindo profundamente o coração de DEUS. Este é o pecado deliberado. Este é o tipo de pecado que as pessoas cometem de olhos abertos.








ANÁLISE TEXTUAL

Quero fazer uma análise mais detalhada de alguns termos segundo o original grego dos versículos:
"Quanto mais" - (v.29) - exprime a idéia de maior intensidade em relação à conseqüência do pecado deliberado.
"calcar aos pés o Filho de DEUS" - No grego é Katpateo indica "desprezo", "desdenho", "insultar". 
"profanar o sangue da aliança" - "profanar" significa: "tratar com irreverência", "desrespeitar", "ofender", "afrontar", "desonrar". Isso indica que podemos considerar o Sangue do SENHOR JESUS uma coisa comum.
"ultrajar o ESPÍRITO da graça" - No grego "ultrajar" é enubridzo, e significa: "não cumprir a lei", "desrespeitar", "transgredir", "ofender gravemente a dignidade de", "afrontar", "desonrar", "insultar". 
Quando traduzimos estes termos do original, podemos ver a gravidade de pecar deliberadamente contra DEUS, como fez Acaz. É rejeitar, desdenhar, tratar com irreverência a obra e a pessoa do Filho de DEUS; é ofender gravemente o ESPÍRITO SANTO, porque é ele quem aplica essas experiências na vida do cristão.








O DESPREZO À CRUZ DE CRISTO

O capítulo 16 de 2 Reis, versículos 10 a 16 nos contam que certo dia Acaz foi a Damasco, e lá viu um altar pagão. A Bíblia diz que Acaz tomou a planta daquele altar pagão e enviou ao sacerdote Urias para que se fizesse um altar idêntico àquele altar pagão.
Quando examinamos os versículos 12 a 15 vemos a seriedade da situação, vejamos:
v.12: "Vindo, pois, de Damasco o rei, viu o altar, chegou-se a ele e nele sacrificou".
v.13: "Queimou o seu holocausto e a sua oferta de manjares, derramou a sua libação e aspergiu o sangue das suas ofertas pacíficas naquele altar".
v.14: "Porém o altar de bronze, que estava perante o SENHOR, tirou ele de diante da casa, de entre o seu altar e a Casa do SENHOR e o pôs ao lado do seu altar, do lado norte".
v.15: "Ordenou também o rei Acaz ao sacerdote Urias, dizendo: Queima, no grande altar, o holocausto da manhã, como também a oferta de manjares da tarde, e o holocausto do rei, e a sua oferta de manjares, e o holocausto de todo o povo da terra, e a sua oferta de manjares, e as suas libações; todo sangue dos holocaustos e todo sangue dos sacrifícios aspergirás nele; porém o altar de bronze ficará para a minha deliberação posterior". 
Há algumas preciosas verdades que DEUS deseja nos falar dentro destes textos, vejamos:
1º.A troca dos valores espirituais. Acaz desprezou aquilo que era sagrado, aquilo que apontava para a cruz de CRISTO. Em Êxodo 27.1,2 o SENHOR falou a Moisés: "Farás também o altar de madeira de acácia; de cinco côvados será o seu comprimento, e de cinco, a largura (será quadrado o altar), e de três côvados, a altura. Dos quatro cantos farás levantar-se quatro chifres, os quais formarão uma só peça com o altar; e o cobrirás de bronze". Vejamos as lições espirituais contidas nesse altar:
1ª.Lição - O altar do sacrifício nos fala da obra da cruz.
2ª.Lição - A "madeira de Acácia" - a incorruptibilidade da vida humana do SENHOR JESUS.
3ª.Lição - O número "cinco" - é o número da responsabilidade do homem.
4ª.Lição - O número "três" - revela a "unidade da divindade na Trindade". É o número que fala da expressão da comunhão do DEUS-Triúno.
5ª.Lição - O número cinco fala-nos também da graça de DEUS é a medida da cruz de CRISTO. O Pai, o Filho e o ESPÍRITO SANTO são as três pessoas da bendita Trindade divina. Essas três pessoas divinas são representadas pelo número 3. O número 4 é o número da criação. Por isso aqueles querubins que representam a criação, tinham quatro rostos. Em Apocalipses capítulo 4, DEUS é adorado pela criação. No capítulo 5 de Apocalipse DEUS é adorado pela redenção. Depois da obra da criação, DEUS descansou da obra da criação mas seguiu trabalhando em outra obra. "Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também" - (Jo 5.17). A obra que seguiu a criação foi a redenção. A graça, é representada pelo número 5, aparece no capítulo 5 de Apocalipses. Aparece o Cordeiro, que agora é adorado porque "com Seu sangue redimiu para DEUS, povos de toda língua e nações". Portanto, o número 5 é o número da graça.  
Como temos visto o "altar do sacrifício", que é uma figura da cruz de CRISTO, vemos a predominância do número cinco. O número cinco é o número que corresponde às medidas da cruz de CRISTO, pois espiritualmente nos fala da graça de DEUS. Esse "altar de bronze" era onde o cordeiro oferecido em sacrifício, e isso prefigurava a cruz de CRISTO, que é a mais elevada expressão da graça de DEUS. Nessas medidas do "altar do sacrifício" está à prova da graça de DEUS; isso nos revela também a obra perfeita de CRISTO. A altura deste "altar" era de "três côvados"; isto porque, a obra da cruz tinha que estar de acordo com o caráter de DEUS. Tinha que corresponder ao valor que DEUS exigia dela. Todas essas verdades espirituais foram às verdades que Acaz menosprezou; pois esse altar era uma sombra da cruz de CRISTO.








O PADRÃO DE DEUS

Será que compreendemos o padrão de DEUS em relação a serviço cristão? Será que entendemos que DEUS não aceita mistura do nosso serviço a Ele com as coisas do mundo? Será que isso não nos impressiona? Será que podemos perceber quantas coisas Acaz estava menosprezando?
Irmãos devemos ser claros em relação à nossa vida cristã, pois, quantas coisas temos introduzido na Igreja do SENHOR JESUS, só porque elas funcionam muito bem no mundo! Será que nos damos conta do quanto temos abandonado o modelo que DEUS nos tem dado, para introduzir aquilo que julgamos interessante e atrativo? Talvez o nosso modelo de adoração não atraia as pessoas, mas deve atrair a DEUS.
Podemos recordar a passagem de Romanos 1.23: "E mudaram a glória do DEUS incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis". Aqui neste texto a palavra grega para "mudaram" é allasso, que significa: "trocar uma coisa por outra". A palavra "semelhança" no grego é homoioma e significa: "figura", "imagem", "representação".


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O QUE É A IGREJA

O que é a Igreja?

Esta é uma pergunta que com muita frequência tem sido levantada por muitos entre o povo que professa o nome do Senhor. Alguns perguntam com sinceridade, com verdadeiro desejo de receber do Senhor luz e entendimento. Outros a fazem, e infelizmente, não diante de Deus. Fazem-na apenas buscando oferecer as respostas que mais satisfazem seus próprios corações e suas próprias cobiças. E daí, a cada ano, década e mesmo a cada século que tem passado, vemos uma situação tão caótica e com grande afastamento do propósito original de Deus em Cristo Jesus para a Sua Igreja.
Que loucura o que vemos hoje no meio da chamada cristandade! Quanta edificação de um nome que não o do Senhor. Nos faz lembrar o desejo e a expressão proclamada antes de Babel: ”…eia, edifiquemos uma cidade e uma torre…e tornemos célebres o nosso nome”. E a consequência foi a confusão de línguas! Quanto desejo de edificação de “domínios”, “impérios” e tudo em nome de Cristo. Muitas coisas feitas de uma forma que até mesmo o mundo se escandaliza. E no entanto, tudo isso tem sido chamado de “igreja”.
Deixo abaixo com você o artigo de Austin Sparks que li hoje pela manhã onde ele dá uma resposta a essa pergunta. É certo que esta não é uma resposta completa, mas certamente ela mostra algo que está no coração de Deus.
Que o Senhor possa iluminar os olhos do nosso entendimento e que sejamos encontrados por Ele edificando aquilo que permanecerá diante DEle.
No amor do Senhor.
BP
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O que é a igreja? O pensamento de Deus não é o Cristianismo; não é o de ter igrejas como centros organizados do Cristianismo; não é a propagação do ensino e empreendimento cristãos. O pensamento de Deus é o de ter um povo na terra no qual, e no meio do qual, Cristo é tudo em todos. Esta é a igreja. Temos que revisar nossas idéias. No pensamento de Deus a igreja começa e termina com isto – a absoluta supremacia do Senhor Jesus Cristo. E o que Deus está sempre buscando é juntar aqueles de Seu povo que mais completamente concretizarão este pensamento dele, e serão para Ele a satisfação de Seu próprio desejo eterno: o Senhor Jesus em todas as coisas tendo a preeminência e sendo tudo em todos. Ele ignora a grande instituição, a assim chamada “Igreja”, e está com aqueles que em si mesmos são de um humilde e contrito espírito e que tremem diante de Sua palavra, e nos quais o Senhor Jesus é o único objeto de reverência e adoração. Estes satisfazem o coração de Deus. Estes, para Ele, são a resposta à Sua eterna busca.
Vocês percebem que a Palavra de Deus diz isto. Vejam novamente Cl 3:11: “no qual não pode haver grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre; porém Cristo é tudo em todos”. Eles têm se revestido “do novo homem, que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou”. Observem atentamente estas palavras e vocês entenderão que este é o homem corporativo, a Igreja, o Corpo de Cristo, “a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas” (Ef 1:23). E ali, naquele homem corporativo, não pode haver grego ou judeu. Note as palavras. Não diz que gregos e judeus se unem em uma abençoada comunhão. Não, não há nacionalidades na igreja; temos nos livrado de todas as nacionalidades, e agora temos um novo homem espiritual, uma nova criação, onde não pode haver grego, judeu, escravo, livre. Todas as distinções terrenas se foram para sempre – é um novo homem. O braço direito não é um judeu e o braço esquerdo um grego!
Não, isto passou. Nesta Igreja há apenas um novo homem – não uma combinação onde anglicanos, metodistas, batistas, congregacionais e todo o resto se juntam e esquecem suas diferenças por um tempo; isto não é a Igreja. Na Igreja estas diferenças não são meramente cobertas por um tempo – elas não existem. Há um Corpo, um Espírito. A Igreja é isto, “Cristo é tudo em todos”. Tenha isto e tem-se a Igreja. Chamar qualquer outra coisa de Igreja e deixar isto de fora é uma contradição. Testem-na através disto.
Se é verdade que a vida cristã conforme o pensamento e a mente de Deus é somente isto, “Cristo, tudo em todos”, então somos eu e você verdadeiros cristãos? Pois temos visto que mediante a cruz nós desaparecemos para dar lugar para o Senhor Jesus. Agora, se professamos ter vindo pelo caminho do Calvário até o Senhor, a implicação é que desaparecemos por intermédio desta cruz, para que Cristo seja tudo em todos.
O que pensar? Queremos nós um pedacinho do mundo? Nós ainda voluntariamente nos apegamos a esta ou aquela coisa fora do Senhor, porque o Senhor Jesus não tem nos satisfeito plenamente e precisamos ter um contrapeso? Um cristão mundano é uma contradição de termos. Ter um pouquinho de algo fora de Cristo é negar o Calvário e permanecer diretamente em oposição ao eterno propósito de Deus referente a Cristo. Você assume esta responsabilidade? Deus determinou isto desde toda a eternidade no referente a Seu Filho. Podemos nós professar pertencer ao Senhor Jesus e ao mesmo tempo ainda não ser verdade que Ele é tudo em todos para nós? Se podemos, há algo errado, há uma negação, uma contradição. Estamos nos opondo ao pensamento e propósito de Deus. É verdade que Ele é tudo em todos? Ele será isto se tomarmos todo o caminho.
Oh! Estas sugestões sutis que estão sempre sendo sussurradas em nossos ouvidos, que se desistirmos disto ou daquilo iremos nos arruinar, e a vida será mais pobre, e seremos reduzidos até que nada tenha restado. É uma mentira! É isto que contrapõe o grande pensamento de Deus sobre nós. O pensamento de Deus sobre nós é que alguém, nada menos que Seu Filho, Jesus Cristo, em Quem toda a plenitude da divindade habita em forma corpórea, seja a nossa plenitude. Toda a plenitude de Deus em Cristo para nós! Você nunca obterá isto ao rejeitá-lo. A vida será muito menos do que precisa ser se você não for até o fim com o Senhor. E o que se obtém em matéria de nossa consagração ao Senhor, nosso inteiro e completo abandono a Ele em nossa vida, nosso deixar completamente tudo que não é do Senhor, isto se obtém no domínio do serviço. Esta carne ama se jactar na obra cristã, e nos diz que se passarmos a ser dependentes do Senhor nós passaremos a ter um tempo de ansiedade. Mas uma vida de dependência de Deus pode ser uma vida de contínuo romance. É ali que fazemos descobertas que são constantes maravilhas.
Você pode estar quase morto num minuto e no seguinte o Senhor lhe dá algo para fazer e você fica muito vivo, dependendo dele para cada respiração sua. Assim você vem a conhecer o Senhor. Mas, depois daquela experiência, você se torna de novo inútil e morto por um tempo, contudo você se lembra de que o Senhor fez algo. Então Ele faz de novo; e a vida se torna um romance. Ninguém pensaria que você estava dependendo do Senhor para sua própria respiração. É algo muito abençoado saber que o Senhor está fazendo isto, quando você não pode fazê-lo de jeito nenhum – é humana e naturalmente impossível, mas o Senhor o está fazendo!
Prossigamos, amados, no assunto da Igreja. Apliquem o teste. Não estou falando com julgamento ou censura, nem tenciono discriminar num sentido errado, mas deixe-me ser fiel – para nós, nossa comunhão deve estar onde o Senhor Jesus é mais honrado. Nossa comunhão deve estar onde Deus tem o que é seu mais plenamente, onde Cristo é tudo em todos. Nós não podemos estar presos por tradições, por coisas que levantam um clamor e assumem uma denominação. Onde o Senhor é mais honrado, aí é onde nossos corações devem estar; onde tudo o mais é feito subserviente a apenas isto: “Cristo, tudo em todos”. Este é o pensamento de Deus sobre a Igreja, e este deve ser o lugar aonde nossos corações gravitam. O lugar onde Deus vai registrar Seu testemunho e trazer o impacto deste testemunho sobre outros será encontrado onde o Senhor Jesus é mais honrado. E vocês perceberão que onde houver pessoas famintas vocês terão oportunidade de ministério se vocês estiverem completamente em acordo com o propósito de Deus referente a Seu Filho.
Extraído do site com o seguinte link:

ANDRÉ ESCULTURAS e Artes: A verdade sobre o DÍZIMO

ANDRÉ ESCULTURAS e Artes: A verdade sobre o DÍZIMO

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Valorize o que Deus Colocou em Suas Mãos


Temos buscado em Deus soluções e estratégias para sermos bem sucedidos em nossa carreira cristã, familiar e profissional, especialmente em tempos turbulentos como os de hoje. Freqüentemente oramos: “Oh, Deus! Estamos em apuros, socorre-nos em nossas necessidades. Ajude-nos a avançar e a honrarmos ao Senhor em nossos compromissos. Também nos ajude a suprir todas as necessidades ao nosso redor”. Hoje pela manhã me veio à memória a pergunta do Senhor: "Que tens em mãos?". Então Ele me fez lembrar que quando Seus discípulos ficaram espantados com o que fazer com a multidão no deserto com fome, e não tinham comida, Ele não proveu algo novo, mas os levou a considerar o que Ele já havia provido e a aplicar pela fé o que tinham em mãos. Isso era um treinamento contra a tendência humana de esperar um milagre do céu sem nossa participação ou de buscar racionalmente uma solução que, humanamente, seria impossível de obter no momento. O que temos em mãos hoje? O que Deus proveu hoje? Deus estava treinando Seus servos a confiarem plenamente Nele e a andarem no campo de Sua providência divina, se de fato fossem ser Seus cooperadores em Sua obra. Ele também sabe que nossa tendência é apegarmo-nos a coisas visíveis e nas que nós mesmos geramos, no campo da lógica, no lugar de depender de Sua providência. Somos tendenciosos a não valorizar o que Ele já providenciou no momento, pois nossa ótica carnal é totalmente diferente da divina. Ele provê coisas pequenas para operar o milagre da multiplicação, mas sutilmente nós queremos as grandes, as que possamos administrar sem ser necessário Seu milagre. Na passagem da multiplicação dos pães, vemos que Jesus já sabia o que fazer. Ele estava provando Seus discípulos. Ele disse: "Dai vós mesmos de comer!". Eles foram a Jesus e Jesus mostrou que a solução dependeria de eles valorizarem o que Ele já havia provido. Jesus mandou-os suprirem a multidão. Ele estava treinando Seus discípulos a serem Seus colaboradores e, para isso, Jesus faria Sua parte, abençoando, mas eles deveriam fazer a parte deles, confiando e valorizando o que Deus já havia provido para o momento. Cinco pães e dois peixinhos nada são diante da grande necessidade, é verdade, mas isso quando estão nas mãos dos homens. Quando foram transferidos das mãos deles para as do Mestre, Ele ministrou a bênção da multiplicação e todos foram supridos. Por que somos tão infrutíferos e não saciamos as necessidades dos que estão ao nosso redor? Porque seguramos em nossas mãos o que Deus proveu e isso gera morte. Pedimos que Ele faça milagres, mas nem sempre estamos dispostos a investir nas coisas que Ele colocou em nossas mãos. Deus somente pode operar quando entregamos em Suas mãos o que Ele colocou primeiro em nossas mãos. Antes que Ele faça um novo milagre, Ele quer multiplicar em vida o que hoje é morte porque ainda ignoramos e seguramos. Com Moisés, Deus manifestou o mesmo princípio. No lugar de clamar a Deus por milagres, ele deveria tocar com o bastão que estava em suas mãos e o Mar Vermelho se abriria. Como disse Martin Luther King: "Esperar que Deus faça tudo enquanto o homem não faz nada, isso não é fé, mas superstição". Nós impedimos a bênção de Deus quando não valorizamos o que Ele já proveu. Normalmente somos levados a dois extremos: ou lutamos com nossas forças para fazer as coisas, sem dependermos Dele, ou esperamos negligentemente que Ele faça tudo, sem nos movermos. Nestes dois extremos, o inimigo sempre nos induzirá a ficarmos ofendidos por acharmos que Deus não está sendo justo em não nos socorrer; parece que Ele nos desamparou. Mas, na verdade, Ele está procurando nos treinar no caminho do companheirismo vivo e eficaz de sermos Seus colaboradores conforme Seus princípios. Por que você acha que Deus deve prover nossas necessidades? E o que temos feito com o que Ele já nos supriu? Deve ficar claro para nós que a provisão do Senhor sempre anda alinhada ao Seu soberano propósito. Deus nos ama, mas quer nos livrar da vida egoísta. Ele nos ama, mas odeia nosso pecado de querermos nos relacionar com Ele para termos benefícios próprios. Ele nos ama e deseja que O amemos ao ponto de valorizarmos somente o que de fato merece real valor, ou seja, as coisas que estão sustentadas pela verdade e que Deus, nosso provedor, nos destinou. Ele não é tirano, não quer nos manipular, mas também não é irresponsável para suprir-nos ao ponto de nos deixar deslizar pelo caminho dos tolos que amam a vaidade e cultivam falsa felicidade que conduz à perdição. O povo de Deus crucificou Jesus, o Messias, porque idealizaram um Messias que corresponderia à vida egoísta e religiosa que levavam. Quantas coisas Ele proveu como o melhor para nós e nós as crucificamos? Olhe ao seu redor. O que Deus entregou em suas mãos para colaborar com Ele? Com nosso orgulho e ambição facilmente matamos tudo que está ao nosso redor. Não matemos o que Deus nos confiou, mas coloquemo-lo confiantemente nas mãos do Mestre diariamente para que sejam transformadas em milagres e vida aos que estão ao nosso redor. Deus escolheu um Davi franzino, e sua família e seu povo o ignoraram. O povo rejeitou Moisés, os profetas, os apóstolos, o próprio Criador. À semelhança da igreja em Corinto, que rejeitou Paulo, o apóstolo que Deus proveu, queremos líderes e irmãos perfeitos e rejeitamos os que Ele nos deu, e isso mostra o quanto somos rebeldes e não buscamos sujeição a Ele nem relacionamento com os santos à maneira de Deus, mas sim anarquia e ambiente para satisfazer nosso egoísmo. A verdade é que se desejamos de fato construir uma vida cristã saudável, um relacionamento saudável, uma família saudável, um ministério frutífero, teremos de nos acertar diretamente com Deus no tocante a reconhecer e valorizar o que Ele colocou em nossas mãos, pois somente administrando adequadamente o que Ele nos confiou é que poderemos avançar para coisas maiores. "Quem é fiel no pouco também será no muito e quem é infiel no mínimo também o será no muito." Esse é um dos principais motivos por que encontramos cristãos em depressão, isolados, moribundos, divididos com outros, amargurados, porque não valorizam as pessoas que Deus colocou ao seu redor. Esse é o motivo por que também há tantos que buscam casarem-se e ainda estão solteiros, porque ambicionam alguém perfeito aos seus olhos egoístas e desprezam os que Deus proveu. Esse é um dos motivos por que fracassamos na vida profissional, no ministério, na edificação da igreja e em tantas outras coisas, porque almejamos coisas melhores, em detrimento da vontade de Deus, quando desprezamos o que Ele já proveu, as que, quase sempre, são coisas humildes, pequenas aos nossos olhos entenebrecidos. Que venhamos hoje nos render ao Senhor e procurar honrá-Lo valorizando o que Ele já nos proveu e nos arrepender por menosprezá-lo. Peçamos a Ele para nos ajudar a exercitar fé na Sua providência divina, transferindo para Suas mãos nossos cinco pães e dois peixes e buscar Sua bênção de multiplicação em tudo que está ao nosso redor. Valorizemos as pessoas que Ele nos deu, os irmãos, a casa, os bens, etc., e aí sim abriremos caminho para Ele ampliar nossas conquistas segundo Sua vontade. Nossa “ambição” deve ser cumprir os propósitos de Deus através de nossas vidas e do que Ele colocou em nossas mãos. Essa é nossa missão. Se buscarmos nosso sucesso, virá o fracasso. Se buscarmos cumprir os propósitos de Deus, seremos Seus colaboradores, e isso é sucesso e privilégio imerecido. Se andarmos em Seus caminhos, Ele nos sustentará, mesmo com lutas. O que Deus colocou em suas mãos?
Gérson Lima

A verdade sobre o DÍZIMO

Imediatamente você poderá imaginar: Dez por cento dos meus rendimentos para os cofres da igreja. Mas o cristão não é obrigado a dar o dízimo, nem por medo do “devorador” (Malaquias 3:11) ou de ser amaldiçoado, porque o dízimo é um mandamento da lei judaica, além disso, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo e Ele já nos abençoou com todas as bênçãos nas regiões celestiais (Romanos 8:1) e (Efésios 1:3). Jesus condenou a atitude dos judeus escribas e fariseus que dizimavam até o cominho e não ofertavam o seu amor ao próximo. E falou para eles Fazei isto, más não desprezais a caridade, pois Eles sendo Fariseus e Escribas tinham sim que dizimar, Jesus ainda não tinha estabelecido a nova aliança ainda, pois estava próxima para acontecer (Mateus 23:23), infelizmente, muitos “evangélicos” sendo levados pelos ventos de doutrinas que trazem essa tradição de longos anos têm repetido esta mesma atitude sendo obrigados pelos seus fundadores de suas denominações, pois estes mesmos fundadores sabem que esse dizimo do velho testamento não é para nos os Gentios e sim ainda para o povo de Israel .

Não há um só versículo no Novo Testamento, que registre a obrigatoriedade do cristão dizimar. Pela Lei, o dízimo era destinado à tribo Levítica, aos sacerdotes desta tribo. Eles recebiam e se mantinham dos dízimos, porque não tinham herança e cuidavam do Templo de Deus, a Casa do Senhor, para onde os dízimos de suas colheitas eram levados á casa do tesouro no Templo de Salomão (Números 18:21/30). O Templo foi destruído e não existem mais os sacerdotes levitas.

O Dízimo foi estabelecido para os judeus; pois eram 12 tribos e na divisão das terras só existiam 11 partes, então uma das tribos ficou sem terra (Levi) sendo assim as demais 11 tribos davam o dizimo de suas colheitas para a tribo de Levi, Pois hoje não existe mais a tribo de Levi na nova aliança de Jesus Cristo, portanto já esse dízimo do velho pacto não é para o tempo da Graça de Deus ou seja: para a igreja de Jesus Cristo. (Hebreus 7:5). Na Lei, o DÍZIMO era a causa principal da bênção do povo judeu e a bênção era consequência deste DÍZIMO (Malaquias 3:10). A maneira certa do povo judeu contribuir na LEI era dando o Dízimo para ser abençoado. Pois naquela época o povo Judeu era sim amaldiçoado se não dizimasse as suas colheitas. E agora na nova aliança de Jesus Cristo conquistado com o seu poderoso sangue na Cruz “Nenhuma condenação á para aqueles que estiverem em Cristo Jesus” Romanos 8 e também em Gálatas cap.3:13 “maldito aquele que for pendurado no madeiro”, Jesus já se fez maldição por nós na Cruz.

Agora estamos no tempo da GRAÇA, o Sacrifício de Cristo é a causa principal da bênção do povo cristão.

Paulo, em (Efésios 1:3) nos afirma que Deus nos abençoou “EM CRISTO”, não “EM DÍZIMO”, por este motivo, a maneira correta do povo cristão contribuir em GRAÇA é no uso de (II Coríntios 9:7), porque abençoados já somos.

A VERDADE SOBRE O DÍZIMO TEXTO II

O que é dízimo? Imediatamente você poderá imaginar: Dez por cento dos meus rendimentos para os cofres da igreja. Mas, será que o Senhor Deus ainda exige que praticamos alguma ordenança da lei do Antigo Testamento (da qual foi instituído o dízimo), mesmo depois que o seu amado filho Jesus, se entregou a si mesmo em sacrifício vivo e pela aspersão do seu sangue na cruz nos remiu dos pecados. Vamos meditar na palavra, e conhecer a verdade que envolve esse MITO chamado “ dízimo”, que está sendo levado aos fieis de maneira distorcida, por muitos pregadores.

Porem, antes de iniciarmos o nosso estudo, vamos à consulta aos dicionários da língua portuguesa:

Dízimo : A décima parte.

Dízima : Contribuição ou imposto equivalente a décima parte dos rendimentos.

Como podemos observar, dízimo é a décima parte (de qualquer coisa) menos dos seus rendimentos. Porque a fração equivalente a dez por cento dos rendimentos chama-se Dízima. Mas, os pregadores pedem o dízimo , a confusão já começa por aí, não sabem o que querem e nem o significado do dízimo, porque na lei de Moisés, a qual foi por Cristo abolida (Hebreus 7.12,18, 19), o dízimo nunca foi dinheiro para os cofres das igrejas. Os dízimos aos levitas era exatamente dez por cento das colheitas dos grãos, dos frutos das árvores e dos animais que nasciam em um determinado período. Alimento destinado a suprir as necessidades dos levitas que não tinham parte nem herança na terra prometida. Vejamos:

Deuteronômio 14.24 a 27 – E quando o lugar que escolher o Senhor teu Deus para fazer habitar o seu nome, for tão longe que não os possa levar, vende-os e ata o dinheiro na tua mão, e vai ao lugar que escolher o Senhor teu Deus e compre tudo o que a tua alma desejar, e come ali perante o Senhor teu Deus, e alegre tu e tua casa. Porem, não desamparará ao levita que está dentro das tuas portas e não tem parte e nem herança contigo.

Considere a profundidade do texto bíblico onde o Senhor evidencia que, se o lugar que escolheu o Senhor teu Deus, para levar o seu dízimo , for tão longe que não os possa levar, “ Ele” instrui, que o seu dízimo deveria ser vendido, e o dinheiro atado na tua mão, ( não é na mão de nenhuma outra pessoa), ir ao lugar que escolheu o Senhor, e comprar o que a tua alma desejar, para ali fazer habitar o nome do Senhor Deus.

Portando amados, se o “dízimo” fosse dinheiro, o Senhor não iria mandar vender o que já era espécie .

A palavra não deixa dúvida quanto ao dízimo da lei de Moisés, o qual nunca foi oferecido da forma que está sendo feito, porque o dízimo era consagrado ao Senhor. É profundamente lamentável o que está acontecendo, hoje o dízimo virou uma brincadeira, uma verdadeira farra nas igrejas, porque o dízimo não era dinheiro, mas sim, dez por cento da produtividade, para suprir as necessidades dos levitas, mas hoje não existe mais a personalidade representativa do levita entre nós.

Então alguém poderá apontar para Malaquias 3.10 para justificar que fora ordenado ao dízimo, ser levado para casa do tesouro. Isso não muda nada, a finalidade do dízimo continua sendo a mesma, ou seja, para produzir o sustento para os levitas.

Se meditarmos nos livros de II Crônicas 31.5 a 12 e Neemias 12.44 a 47 vamos entender melhor o porquê Malaquias mandou levar os dízimos a casa do tesouro. A palavra diz: Para que haja mantimento na minha casa. E o que é mantimento?

Mantimento : Aquilo que mantém, provisão, sustento, comida, dispêndio, gênero alimentício, etc.

Ainda em II Crônicas 31.13 a 19, a lei mencionava que o quinhão dos dízimos eram partilhados às comunidades dos levitas que trabalhavam nas tendas das congregações, segundo o ministério que cada um recebera do Senhor. Hoje o dízimo está sendo totalmente distorcido da forma original para o qual o Senhor Deus o determinou. Está sendo direcionado para o líder da igreja ou à cúpula de uma organização religiosa, onde ninguém mais sabe a que fim se destina esse montante. Enfim, o dízimo não fora criado para assalariar dirigentes das igrejas ou para prover as despesas pessoais desses, nem tão pouco destinado a realizar obras missionárias ou mesmo para construir templos.

É inegável, ainda que o dízimo não tivesse sido abolido, hoje o homem estaria desvirtuando a finalidade para a qual lei o instituiu.

No Antigo Testamento, o rigor da ordenança do dízimo era a garantia do mantimento com abundância. Pagava-se o dízimo, para receber recompensa das coisas materiais, mas Cristo em sacrifício vivo, pagou o mais alto preço, pagou o preço de sangue para que recebamos a paz, a graça e a oferta da vida eterna.

No Evangelho de Cristo, “ Ele” nos ensina que não precisamos mais pagar dízimo para garantir as necessidades cotidiana de coisas materiais (alimento, vestimenta, etc.), a prioridade hoje é buscar primeiramente o Reino de Deus e sua justiça e as demais coisas nos serão acrescentadas ( Mateus 6.25 a 33). E para receber a graça e as bênçãos do Senhor não precisamos pagar mais nada ( Mateus 10.7 a 10). É “ Ele”, quem nos dá a vida, a respiração, e todas as coisas ( Atos 17.25). Esta verdade sempre foi omissa pelos pregadores.

OS DÍZIMOS ANTES DA LEI

O DÍZIMO DE ABRAÃO - Gênesis 14.18-20 – Abraão deu o dízimo dos despojos da guerra ao Rei Melquisedeque, sacerdote do Deus altíssimo, e foi por ele abençoado.

O DÍZIMO DE JACÓ - Gênesis 28.20-22 – Jacó fez um voto ao Senhor, prometendo-lhe dar o dízimo de tudo quanto ganhasse, se em sua jornada fosse por “Ele” protegido e abençoado.

Em ambos os acontecimentos, não há registro na palavra do Senhor que tenha havido ordenanças ou determinação para que se dessem os dízimos. Especificamente nesses casos, deu-se por uma iniciativa voluntária, espontânea, ou por voto, como forma de reconhecimento, agradecimento, honra e glória ao Senhor Deus, pelas bênçãos recebidas e pelas vitórias conquistadas. Assim sendo, hoje não se pode tomar como exemplo os dízimos de Abraão e Jacó, como fundamento para implantá-lo como regra geral de doutrina nas igrejas, com o propósito de receber bênçãos e salvação, como muitos pregadores fazem, coagindo e chantageando os fieis em nome do sacrifício do Senhor Jesus.

O DÍZIMO PELA LEI - Números 18.21, 24, 26 – O pagamento do dízimo teve ordenança, fazendo parte do contexto da lei do Antigo Testamento, e tinha caráter de caridade, pois a sua principal finalidade era suprir as necessidades dos Levitas que não tinham parte nem herança na terra prometida, e também dos estrangeiros, órfãos e viúvas.

Deuteronômio 14.29 - Então virá o levita (pois nem parte nem herança tem contigo), e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva que estão dentro das tuas portas, e comerão, e fartar-se-ão; para que o Senhor teu Deus te abençoe em toda a obra das tuas mãos que fizeres.

Está na palavra, o Dízimo foi criado por Deus, com a finalidade exclusiva de fazer caridade aos necessitados, hoje é empregado com outros fins, diverso daquele que o Senhor mandou.

Mas, ainda que os dirigentes das igrejas revertessem toda a renda dos dízimos e ofertas em obras sociais, ainda não estavam em conformidade com a palavra do Senhor, pois alem do dízimo ter sido abolido ( Hebreus 7.5-12), a caridade ou amor ao próximo , é algo muito profundo, é individual e intransferível, é entre você e Deus ( Mateus 6.1 a 4).

Outro detalhe interessante que precisamos conhecer, quando o dízimo foi instituído pela lei ( Números 18.20 a 24), com a finalidade de manter os filhos de Levi que administrariam o ministério na tenda da congregação, o quais não receberam parte nem herança na terra prometida, ( Números 18.24”b”), disse o Senhor que os filhos de Levi não teriam nenhuma herança no meio dos filhos de Israel .

As demais tribos de Israel dizimavam aos Levitas o necessário para a manutenção cotidiana, porque não possuíam propriedades na terra. Hoje, a situação está inversa, os trabalhadores, a maioria deles assalariados, ofertam o dízimo para os que vivem sem trabalhar e em abundância de bens, para manter a mordomia desses, sob pretexto de ministrar a obra de Deus.

O DÍZIMO NO EVANGELHO DE CRISTO - Marcos 16. 15 e 16 , disse Jesus: Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura. Quem crer e for batizado, será salvo, mas quem não crer será condenado.

O Senhor Jesus mandou pregar o Evangelho, para que crendo, recebamos a salvação ( I Coríntios 15.1, 2). Foi para isso que “ Ele” deu a sua vida. E onde está a ordenança para o dízimo , senão no Antigo Testamento? Porque então o homem insiste em pregar e manter as ordenanças da lei, as quais foram por Cristo abolidas? Pregar a velha aliança, é mutilar o Evangelho de Cristo, e sobrecarregar as ovelhas de pesados fardos, escravizando os que buscam a liberdade, verdadeiros condutores cegos, porque o Senhor assim os declara ( Mateus 15.14).

No Evangelho de Cristo “ Ele” nos ensina fazer caridade, nos ensina a orar, a jejuar ( Mateus 6.1 a 18), e uma infinidade de outros ensinamentos, porém nas duas únicas vezes que “ Ele” referiu-se aos dízimos , foi com censura. Vejamos da lei de Moisés.

Hebreus 7.11 – “De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio Levítico, ( porque sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade se havia logo de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque (referindo-se a Jesus Cristo) e não fosse chamado segundo a ordem de Arão”? (referindo-se a Moisés, o qual introduziu a lei ao povo).

Hebreus 7.12 – “Porque mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança na lei”.

Meditando no texto acima, especificamente nestes versículos, onde a palavra do Senhor diz: “Que os sacerdotes Levíticos recebiam os dízimos segundo a lei” (Hebreus 7.5), “Porque através deles (sacerdotes Levíticos) o povo recebeu a lei” (Hebreus 7.11) e mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também, mudança na lei (Hebreus 7.12), a palavra não deixa qualquer sombra de dúvida, que não só o dízimo, mas toda a lei de Moisés foi por Cristo abolida. Mudou o Sacerdócio, necessariamente, mudou também a lei.

AQUI TOMAM DÍZIMOS HOMENS QUE MORREM - A nossa maior preocupação em relação aos pregadores que tomam o dízimo do povo, vem incidir sobre o versículo 8 deste Capítulo, observem o porquê:

Hebreus 7.8 - E aqui certamente tomam dízimos homens que morrem; ali, porém, aquele de quem se testifica que vive.

Toda cautela no que diz a palavra: Aqui tomam dízimos homens que morrem, ali aquele que se testifica que vive (alusão ao Rei Melquisedeque).

No Evangelho de Mateus 22.32, disse Jesus que Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos. O Senhor Jesus Cristo disse que Deus, é Deus dos vivos e não é Deus dos mortos, e a palavra diz que aqui tomam dízimos homens que morrem, no que está legitimado no Evangelho de João 11.26, onde disse Jesus: “ Todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá”. Essa afirmativa do Senhor é mais uma evidência que nos faz entender, que os que tomam o dízimo não crêem em Jesus, porque a palavra está dizendo que morrerão os que assim procedem, tomando o dízimo do povo voltam a viver as ordenanças da lei de Moisés que fora por Cristo abolida.

Diante da Palavra de Deus, até onde recebemos entendimento, dar e receber dízimo é obra morta, ou seja, obra da justiça da Lei do Velho Testamento.

Crer e viver por essa prática é estar sem a graça de Deus, pois assim explica a Bíblia. Estar sem a graça de Deus, é estar morto .

Certamente que, sem Cristo e, cumprindo e se justificando pela lei, qualquer homem ainda não tem a vida eterna, tanto o que dá e, também, o que recebe o dízimo

CONSIDERAÇÕES FINAIS - No Evangelho de Cristo não há ordenança para se tomar o dízimo, ou para se cumprir qualquer outro rito da lei. Jesus nos deu um Novo Mandamento, mandou pregar o seu Evangelho, ordenou amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, isto é, com caridade, e não estipulou percentual ou limite para isso. Em Mateus 10.42 o Senhor mandou dar pelo menos um copo de água fria; para o mancebo rico Ele mandou vender tudo e dar aos pobres ( Mateus 19.21); e quando Zaqueu lhe disse que daria ate a metade

de seus bens aos pobres, “ Ele” não confirmou a necessidade desse procedimento ( Lucas 19.8, 9). Disse apenas: “ Zaqueu, hoje veio salvação a esta casa.

Muitos saem em defesa do dízimo dizendo: “ Mas o Dízimo é bíblico ” (Número 18.21 a 26) . Certamente, como também é bíblico: a circuncisão ( Gênesis 17.23 a 27), o sacrifício de animais em holocausto ( Levíticos Capítulos do 1 até 6.8 a 13), a santificação do sábado ( Levíticos 23.3), o apedrejar adúlteros ( Levíticos 20.10 e Deuteronômio 22.22), etc. Tudo por ordem da lei de Deus que Moisés introduziu ao povo .Então porque hoje, não cumprem a lei na íntegra, ao invés de optarem exclusivamente pelo dízimo? Querem o dízimo porque é a garantia de renda líquida e certa todos os meses nos cofres das igrejas.O que também é bíblico, e o homem ainda não se conscientizou, é a grande divisão existente no tempo separando a Velha Aliança do Novo Mandamento do Senhor Jesus; o qual testifica a doutrina para salvação ( I Coríntios 15.1, 2). Porém, hoje qualquer esforço para voltar a lei de Moisés que Cristo desfez na cruz, é anular o sacrifício do cordeiro de Deus e reconstruir o muro por “Ele” derrubado ( Efésios 2.13 a 15).Apocalipse 5.9 - “...Porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de todas as tribos, e línguas, e povos, e nações”.Portanto irmãos, o preço pela nossa salvação, o Senhor Jesus Cristo já pagou dando o seu sangue inocente na Cruz. O Senhor ainda alerta: “Fostes comprados por bom preço, não vos façais servos de homens” ( I Coríntios 7.23).O dízimo hoje é remanescente por razões óbvias. Primeiramente, pela contribuição dos que arcam com esta pesada carga tributária, na maioria das vezes pela ausência de entendimento espiritual da palavra de Deus, não diferenciando a lei de Moisés feita de ordenanças simbólicas e rituais, com a Graça do Senhor Jesus Cristo, o qual veio justamente para nos libertar do jugo da Lei. Outra presunção é por parte dos que se beneficiam pelos dízimos, esses incorrem no erro ou por não terem competência e discernimento espiritual para entender que Cristo desfez a lei Mosaica na cruz, ou mesmo consciente da abolição dessa prática, assumem o risco dolosamente pela desobediência à palavra do Senhor.Porem, seja por uma ou por outra razão, o homem querendo ou não, aceitando ou não, o dízimo , como toda a lei cerimonial do Antigo Testamento, Cristo aboliu, com o seu próprio sangue na cruz do Calvário: (Lucas 16.16, Romanos 10.4, Efésios 2.15, II Coríntios 3.14, Hebreus 7.12,18, 19).

Gálatas 5.14 - Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amaras ao teu próximo com a ti mesmo.